sexta-feira, 28 de junho de 2013

arte mimética

durante o banho
sentou no colo
e foram pra sauna.

é tão fácil matar o amor.

ítalo.

terça-feira, 25 de junho de 2013

não é impossível ser feliz sozinho, tom.

e desculpe-me se faço do título desta croniqueta um diálogo. veio-me tão forte isso que desejo expor sem cerimônias. algumas frases sabem ser porradas, cabendo-nos, então, bem utilizá-las com esta função. é o caso.
quem é que nunca teve medo de amar, não é mesmo, tom?
o pescador, por exemplo, tem dois amores. um bem na terra, um bem no mar.
às vezes, é saudável ser sozinho, você não acha? até a beleza passa sozinha, a da garota de ipanema. acredito que de conflito o mundo já está repleto, portanto, um cadim de paz é sempre bem vindo. e com isso defendo a ideia de que muitas das relações que estabelecemos com as pessoas causam-nos dores e infelicidades. o que era para ser bom, assim não o é. fundamental é mesmo o amor, sem dúvidas. porém, é possível amar lá de longe, lá do mar, daquilo que não sabemos contar. o que pode levar-nos a relativizar este estar sozinho. isoladamente numa ilha não vivemos, então sozinho não somos. é condição humana básica a interação com outros seres, afinal, até mesmo robinson crusoé criou formas de sentir-se acompanhado na ilha onde esteve por mais de trinta anos. contudo, desassociando-nos da condição de namoro, por exemplo, torna-se possível tal viver. sendo assim, confundindo-me todo e quase vulgarmente falando, dá e não dá para ser feliz sozinho.
há quartas-feiras em que é só jogar a rede. e puxar.
joão ninguém que nos diga.
mudando um pouco de assunto, e ouvindo outra música, no peito dos desafinados também bate um coração, canta você. e eu leio a palavra desafinados para além do significado básico de alguém que não canta afinadamente. desafinado sou eu, muitas vezes grosseiro. desafinado somos nós, humanos incompreensíveis. desafinada é a vida, essa alternância de sentires e razões. e que bom. seria tão mais desgastante se nos mantivéssemos sempre os mesmos, não é? tão irrelevante se todo o dia acertássemos acordes e tons. vezemquando é válido ser vinícius de moraes.
quem não pede perdão nunca é perdoado.
é preciso dizer adeus. à insensatez. ou: ah, insensatez.
é pau, é pedra, é o fim do caminho. é o apito da fábrica de tecidos. ora é o corpo na cama, ora é a lama, é a lama. é a tristeza que não tem fim, a felicidade como a pluma que o vento vai levando pelo ar. que culmina com o medo matando o coração, afinal, é desconcertante rever o grande amor. e se você faz uma canção para esquecer luiza, há quem escreva croniquetas para exorcizar paixões também. minha alma não canta, tom, ela escreve. mesmo que seja um texto assim tão desprovido de energia. como diz uma amiga minha, é que nos falta intimidade, tom. a mim e a ti.

o importante é deixar o índio vivo. é fazer o passarim pousar.