terça-feira, 27 de novembro de 2012

não duvides do meu gingado

morena provocadeira - 
pra não dizer assanhada - 
poemizou para questionar
minha capacidade sambística.

ôxe, mas que coragem
disfarçada de querer.
uma provocação que esconde
em si um convite.
um, não. dois.
ambos aceitos, morena.

o primeiro aqui está:
um cadim de versos meus direcionados
ao teu requebrado.
tais vendo-me daí?
tou cá sambando enquanto rabisco - 
aliás, samba e rabisco formam um par,
assim como tua provocação e meu aceite.

nesse momento, a música já vai pela metade
- ouve daí - 
boa parte do salão já foi riscada.
tou vendo-te  só de canto de olho
no meu gingado com a loira da página ao lado.
porém, não te remoas.
ela pode até sambar, mas não (re)quebra.

minha veia poética é causar-lhe ciúmes.

e para satisfazer teu segundo desejo
é preciso que venhas até aqui o sul.
já subi por ti, estamos combinados?
tá mais do que na hora de desceres por
(ou em) mim.

(e o rio de janeiro pode até ser boa pedida,
mas te juro amor eterno até a quarta-feira
somente.
de cinzas).

nesse mundo vasto mundo
aceito conduzir-te num samba meu
- sem compromisso - 
pra fazer-te a língua suar
e queimar
e o pé calejar
de tanto querer.  

ítalo.

em poema-resposta
para moni

Um comentário:

Por que você faz poema? disse...

E danço com as cinzas
toda quarta-feira.