Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus.
Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
- O mundo é isso – revelou –. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoas brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
Eduardo Galeano, página 13, “O livro dos abraços”.
5 sentires:
Que lindo sentir!
brinco com fogo
labaredas, chamas:
algo totalmente novo
bjs
Ítalo, veja aqui:
http://escritosdogabriel.blogspot.
com/2010/12/fogueirinhas.html
Poema inspirado neste texto.
Abraço!
o livro dos abraços é um dos livros mais lindos, mais amados pra mim.
=*
Olá!
Passei pra conhecer...
Gostei muito do que li.
Beijos
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