segunda-feira, 18 de julho de 2011

cartas


"A correspondência em si mesma já é uma forma de utopia. Escrever uma carta é mandar uma mensagem para o futuro; falar a partir do presente com um destinatário que não se encontra ali, que não se sabe como estará (em que estado de espírito, com quem) enquanto lhe escrevemos e, principalmente, depois: ao ler-nos. A correspondência é a forma utópica da conversa, porque anula o presente e faz do futuro o único lugar possível do diálogo". 

(Ricardo Piglia, “Respiração Artificial”)

ítalo.

7 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Para quem nao tem presente
o futuro é sempre a única possibilidade.

Guilherme disse...

Muito interessante.. O futuro, de que todos esperamos, sendo o centro, o foco da carta em si.... A espera pela resposta....

Como estao as coisas ai??? Abraços

Roberta Ávila disse...

ou se vc pensar que tudo é sempre lido no presente, a correspondência anula o futuro. será? rs tenho essa sensação quando leio cartas antigas, de que o passado volta a ser presente.

bjos!

Larissa Santiago disse...

acho que sentia isso sem realmente saber o que era...

livia soares disse...

Muito bom.
Seu blog é bastante inspirador.
Eu também passo aqui de vez em quando, para ver o que v. anda lendo e escrevendo.
Um abraço.

Aninha Kita disse...

Piglia tem uns conceitos interessantes, né? Gostei deste também, já o tinha adorado sobre conto.

Mas, ainda acho que carta tem mais mistérios do que um conceito pode abranger.

Beijos, beijos!
Ana

Eduardo Silveira disse...

lindo