domingo, 24 de abril de 2011

sem título



ontem sonhei outra vez com o decote seu uma parte isolada de ti separada mesmo assim ele se apresenta a mim tenho-o como um objeto inalcançável talvez intocável algo que se alcança com o olhar ou com uma ideia deste olhar mas não com o toque nunca com o toque

[como aquele poema mais marcante daquele livro de poesias em que você rasga a folha guarda-a consigo mas somente o alcança – o poema – através da leitura que dele faz até que ele se torne parte corpórea sua e então você não precise mais nem lembrar de onde você o roubou]


í.ta**

6 comentários:

Assis Freitas disse...

ao alcance no etéreo,


abraço

Roberta Ávila disse...

roubar poemas é bom demais =D

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

vivo sonhando com esse decote,essa folha rasgada, esse poema oculto

Felicidade Clandestina disse...

eu adorei :)

Carol Rosa disse...

e o decote intocável já é seu.

gostei mto deste "sem título".

abraço!

Maeles Geisler disse...

saudades daqui...
estou um pouco assustada com os trabalhos do curso de Letras. Depois pego o ritmo e acho um tempinho para vir lhe visitar com mais frequência.
abraços
maeles