segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

o que nos liberta, nos mata.


cheguei a rabiscar uma resenha sobre o "cisne negro", mas parei. preferi jogar tópicos soltos aqui, juntando dizeres de trocas de conversas com outros que também já assistiram.

a atuação da natalie portman tá impecável! eu achei. e concordo que o papel ajuda e muito. mas também tem que ser muito boa pra atuar daquela forma.

uma lindeza que só vendo aquele final. uma lindeza trágica, tá, mas e daí? quando ela diz: "eu senti" é um ponto altíssimo do enredo todo.

eu gostei tanto do filme, que não o assistiria novamente por um bom tempo. o clima de suspense que a loucura da personagem fez acontecer me deixou tenso demais. foi bom de sentir. mas não quero de novo para agora, não.

esta loucura da personagem, aliás, ficou sendo para mim algo muito literário. o desejo do personagem de querer se libertar do corpo que o representa, ou do livro em que está. amei isto!

e este desejo de se libertar é o que a levou à morte. pode soar trágico. mas eu prefiro ver isto como uma beleza sentida uma vez só. e mais não é preciso.

í.ta**

8 comentários:

enzo disse...

acabei de rever a cena em que na apresentação ela vai se transformando realmente no cisne negro. no cinema eu quase saltei da cadeira e bati três palmas desvairadamente discretas.
no youtube a gente só repara em como o efeito especial é artificial.
a tela grande magnifica.
ver as coisas pela primeira vez magnifica mais ainda.

AXÉ

Dilberto L. Rosa disse...

Que bom que finalmente pude ver este belo filme (e foi ontem à noite; portanto as impressões ainda estão bem frescas...): concordo com você que o filme é um delírio em contínuo crescer, com um belo desfecho! Sem dúvida, uma personagem para entrar para os anais cinematográficos! Mas creio mais pelo filme do que pela interpretação de Nathalie: ela por muitas vezes está com carinha de muito frágil, tanto que se parece com a igualmente fraca Wynona (numa ponta perturbadora...) em muitos aspectos da tal "fabulosa" interpretação - não achei! Mas, no todo, uma montanha-russa morro abaixo de emoções vertiginosamente tensas e libertadoras: a arte liberta (e mata!)! Abração, ótima postagem! Falarei deste e dos outros candidatos ao Oscar até o fim desta semana!

Guilherme disse...

Tenho vontade de assistir a este filme... Vou ver quando dá, pelo que vi e pelo que está postado aqui no blog, parece de um magia literária incalculável.... Digno de um cineminha. rs..
Adorei, abraços, gui

Záia disse...

Bem eu ando meio desatualizado de cinema, mas vou ver este na próxima locação.

Mas concordo plenamente com esta sensação de querer não ver filme tão cedo novamente porque foi muito bom. Isso ocorre comigo.

abraços

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Achei muito bom, muito bom mesmo, mas - confeso - senti falta de algo, algo que possa guindar a atuação dela [Natalie Portman] à dos grandes do cinema. Senti, uma pontinha só faltou. A questão é: dentre todos os filmes que concorrem ao oscar este ano, de fato, o Cisne Negro, pelo contexto, pela atuação, por conseguir transmitir o clima tenso pela perspectiva da personagem, por tudo isso merece...

P.S.: a academia tem um forte Q de politicagem... Russel Crowe ganhar o oscar por "gladiador" e perder em "uma mente brilhante" foi um tiro no pé... :/

Assis Freitas disse...

quase sempre,


abraço

Felicidade Clandestina disse...

sem falta vou conferir neste fim de semana, rs.


abraços meu caro.

Joanna disse...

pela totalidade. pelo intenso. pela loucura da vida, ou pela vida despida de loucura. prefiro a morte ao morno. filme por demasiado poético e visceral. sob meu olhar particular, pessoal e intransferível uma chuva de aplausos. de pé.