terça-feira, 11 de janeiro de 2011

quando o filme conta melhor do que o livro

pra mim, foi o caso do filme "a rede social" comparado ao livro "bilionários por acaso, a criação do facebook". 


primeiro assisti ao filme. já em seguida, comprei o livro e o li. e dei graças por ter assistido ao filme, porque a escrita do livro de ben mezrich tenta contar uma história real em forma de narrativa, e se atropela nesse propósito. enquanto que o filme apresenta a história através de um recurso bastante utilizado, e que precisa ser bem feito para não ficar horrível, que é a tal ideia de contar algo misturando fatos do passado com fatos do presente. como resultado, o filme está com um ritmo narrativo muito bom, muito envolvente, que mantém a atenção do telespectador, e não peca em apontar culpados, vilões ou bonzinhos, sim acerta em apenas apresentar o que há de fato no livro. e o que há de fato no livro é o que há no filme - às vezes em ordem de ações inversas - mas o livro a mim soou cansativo. páginas e páginas até engrenar, e quando de fato engrena, ele já acaba (tá certo que o filme também está um tanto quanto assim, mas com uma linguagem narrativa muito mais empolgante). e não ficarei aqui emitindo opinião do que acho da história da criação do facebook, se considero alguém tolinho demais ou culpado demais. isso pouco me importa. a importância do livro e do filme reside nisto, em contar um fato. ambos contam o mesmo fato, só que de formas diferentes (não apenas nos meios de que se utilizam para isso, mas no modo como conduzem este contar nestes meios escolhidos). e outro detalhe importante: tanto o livro quanto o filme contam uma história sem ter a versão de um dos principais envolvidos nela. mark zuckerberg não concedeu nenhuma informação. enquanto que os demais envolvidos (eduardo saverin, sean parker, irmãos winklevoss) fizeram seus relatos ao autor do livro e ao diretor do filme. 


í.ta**

7 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

É mesmo? Estou com o filme aqui, vou assistir.

Janaina Cruz disse...

Engraçado, toda vez que faziam filmes e livros, os livros sempre venciam os filmes...

Acho que nossa mente funcionava como um diretor e roteirista.

Vou tentar ver o filme.

Abraços

Anônimo disse...

a opinião vinda de vc é extremamente confiável! beijo! Gisele

Anônimo disse...

mais uma bola dentro do david fincher. mais vontade ainda de assistir.
beijos amanda

NDORETTO disse...

Estou gostando dos seus comentários, livro e filme. Gosto disso, das comparações.Muito agradável seu discurso.
Por falar em filme, acabei de ver Além da Vida. O filme só tem direção. Uma direção firme do Clint,mas deixa a desejar em roteiro. São 2 horas de histórias separadas que se cruzam sem climax.
opa, estou blogando aqui, me desculpe...rsrsrsr

beijo
Neusa

Si Fernandes disse...

Estou me devendo mais idas ao cinema, adoro. Estou devendo mais tempo para ler, estou lendo agora Belos e Malditos, presente de um amigo de blog que mora em Sampa, e eu que curto Fitzgerald, ando sem tempo para dedicar-lhe a atenção merecida.

Seu post me instigou.
Beijos

Lisa Alves disse...

Vou assistir,pensei em ler esse livro antes, valeu pela dica!