terça-feira, 26 de outubro de 2010

a quatro olhos

denise warnecke e ítalo puccini

deserta, despago-me de quereres e quem sabe de sonhares.
abandonada ao eixo torto da palavra, atropelo letras e papel.
meus dois olhos fervem versos, inveja

branca. é assim que escrevo o mundo.
em folhas de papel também em branco.
é preciso ser escuro para ler. 

24 comentários:

Mai disse...

Sempre haverá contrastes, e por eles - luz e sombra, alumbramento e assombro, cegueira e poesia.

grande abraço

Ensaios e Garatujas disse...

"é preciso ser escuro para ler. "
Genial!
Abraços

vanessacamposrocha disse...

que lindo!!

quem arrisca, petisca!!
adorei!

Moni. disse...

Espetacular!
Não menos que isso!

Adoro entrelinhas, coisas melhor vistas no escuro, subliminar...

É o teste das inteligências, das sensibilidades, dos sentidos!

Adorei!

Beijos!

Gabriel Gómez disse...

É preciso ser letra no papel branco, pois dói o espelho onde a gente não se olha...
Grande abraço!

BAR DO BARDO disse...

da escuridão
ao caos
claro

Assis Freitas disse...

maravilha dupla,


abraço

Záia disse...

Adorei

* Felicidade Clandestina disse...

direto e seco.



que poema m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o.

Maria Rita disse...

Foi em um escuro desses que fiz brilhar o meu melhor.

Beijos pra Ti

HAZEL disse...

Gostei muito do poema.
Muito bonito!

Múcio L Góes disse...

misto: forte e sutil

belo!

=)

Lara Amaral disse...

Adoro esses feitos a vários olhos, beijos!

sidnei olivio disse...

Grande poema!! Grande poeta!! Abraços.

Christiano Scheiner disse...

muitas imagens em poucas palavras, o próprio título já sugere: quatro olhos por mil olhos que te seguem. bjs bjs. "meus dois olhos fervem versos" \o/ muito bom!

nydia bonetti disse...

há poemas que precisamos ler com óculos de sol. este brilha, Ítalo. beijo!

Bєzєяяa Guimaŗãeร disse...

Obrigad apela visita e comentário, Ítalo.

Poema muito interessante este teu. Eu quero ser um oposto, mas também tão igual quanto o papel.

Beijos,
Ry.

Eduardo Silveira disse...

cês tão afinados.
ficou muito bonito.
quase não vejo poemas a quatro olhos
(poemas são mais que mãos, né?)
mas penso que são poucos
a alcançar resultando tão bonito assim, dois poemas dentro de um só poema.

Cássio Amaral disse...

de papel
em papel
desfolho o céu.

Cássio Amaral.

O trem tá bão aqui, parabéns.

Braços

Ilaine disse...

Ler o mundo em folhas brancas em palavras transparentes..

Lindo poema, Ítalo!
Beijo

Carol Freitas disse...

Gostei desse 'sentir' em dupla!

Forte e intenso na medida certa. E a medida certa é aquela que não há.

Um encanto, Íta!

Léo Santos disse...

Um ótimo poema, parabéns, ainda mais que sou tanto física quanto psicológicamente, escuro!

Um abraço, Catarina, pra ti e pra tua parceria talentosa!

Um abraço!

Talita Prates disse...

adorei o paradoxo tão bem casado.
e cantado.

um beijo. Ítalo!

Talita
História da minha alma

Camila Senna disse...

Intrínseco, Ítalo.
Adorei seu blog.*

Shalom.