sexta-feira, 29 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

a quatro olhos

denise warnecke e ítalo puccini

deserta, despago-me de quereres e quem sabe de sonhares.
abandonada ao eixo torto da palavra, atropelo letras e papel.
meus dois olhos fervem versos, inveja

branca. é assim que escrevo o mundo.
em folhas de papel também em branco.
é preciso ser escuro para ler. 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

um convite que requer 'cuidado'



Ele é um livro pequeno. De capa toda amarela. Chama a atenção de longe. Atrativo, portanto. Quase que sedutor, ainda mais quando verificado o nome de quem o escreveu: Tim Burton. Sim, o cineasta que dirigiu filmes como "Edward, mãos de tesoura", "Os fantasmas se divertem", "O estranho mundo de Jack", "Batman", "A noiva cadáver", "A fantástica fábrica de chocolate", "Peixe grande" e "Alice no país das maravilhas". Ele mesmo, sim, também na literatura. Com um livro pequeno. De capa amarela chamativa. Chamado “O triste fim do pequeno menino ostra e outras histórias”.
            Se a capa atrai, talvez o título não faça o mesmo. Como assim um menino ostra? Ou menino ou ostra, não? E por que será que é o triste fim desse menino de nome estranho?
            O livro de Tim Burton convida a pensar sobre dois detalhes que entremeiam o ato da leitura: a forma escrita do texto e o seu conteúdo semântico.
            Da forma como o livro é construído, com ilustrações feitas pelo próprio autor –que remetem ao traço já característico em seus filmes, que assusta ao mesmo tempo em que encanta, que ora se apresenta ausente de cor, e ora surge com cores gritantes – e com a escrita das narrativas em versos, passa-se a impressão de ser um livro destinado às crianças, ao público infantil mesmo, que conquiste pelo encantamento entre imagens e histórias, quase como se fossem poemas. Mas é aí que ocorre o engano. A construção em versos pode sugerir que sejam poemas, mas antes disso o texto de Burton é narrativo. São narrativas que ele constrói e apresenta ao leitor. Narrativas poéticas? Pode ser. Mas eu ainda prefiro lê-las como narrativas que apresentam a poesia trágica e desconcertante de viver.
Há, por exemplo, narrativa como esta:

“O melão melancólico

Era uma vez um melão melancólico.
Passava o dia inteiro macambúzio.
Querendo a hora do próprio velório.

Ora, cuidado com os teus pedidos!
Pois o dele foi de pronto atendido.
O último som que entrou em seus ouvidos
Foi o “ploft” em que acabou dissolvido”.

E outras mais, como a de Breno, o Menino Veneno, que encontra seu triste fim quando é colocado para respirar ao ar livre num dia de verão, o que deixa no leitor a indagação se há contradição de vida mais trágica do que esta. Em outro caso, a menina trash, que tinha "a cara suja de carvão/ A pele de puro cascão/ E uma catinga de gambá" foge do casamento com o gari pulando em um triturador de lixo. E o leitor fica assim mesmo, perguntando-se como e por que este fim a ela? Sem contar do menino ostra, o anunciado na capa do livro, que acaba devorado pelo pai, quando este buscava um afrodisíaco para melhorar seu desempenho sexual. E após o enterro do filho a cena é esta: "Já em casa, na cama quentinha/ Papai beija mamãe, se abraçam/ de conchinha:/ 'Vem, meu bem, hoje estou com toda a/ adrenalina!'// 'Ok', ela sussura, 'só que desta vez/ tem de ser uma menina’”. E a vida segue como se comer o filho não fosse nada, afinal, basta fazer outro, desde que seja uma menina, segundo a mãe.
O título da história que dá nome ao livro, “Triste fim do pequeno menino ostra” já indica o que é de mais presente no livro: o tom trágico que perpassa as histórias. Finais que chocam com uma simplicidade narrativa que deixa os leitores com cara de paisagem, perguntando-se realmente como foi possível terminar daquele modo tal história. Há, também, uma construção de personagens "estranhos" a este mundo. Personagens nitidamente fora da construção de normalidade. Personagens que existem - ou ao menos tentam - nas laterais, nas sobras, nas rebarbas da existência. Personagens atordoados que buscam um porquê de existir da forma que existem. Personagens que clamam pelo olhar do leitor sobre eles. Quem sabe para salvá-los. Quem sabe para somente acompanhar suas trajetórias de vida. Conforme consta em uma das orelhas do livro, "Como seus personagens, este livro parece deslocado. Não se enquadra em nenhum nicho. É triste, mas engraçado. É infantil, mas adulto. A mente de Burton é um universo à parte. E este livro parece ser sua melhor radiografia".
Há tudo de infantil na capa do livro, e nos desenhos, e na forma com que é escrito e se apresenta ao leitor. Porém, toda leitura requer um cuidado quando direcionada a crianças. Não um cuidado tolo de proibir que as crianças conheçam o que a vida lhes apresentará a qualquer momento, e sim um cuidado em mediar a leitura de um texto que inspira um olhar para esta vida com o qual muitos ainda podem não estar preparados para sentirem e alcançarem.
Toda leitura pede um momento para acontecer. É preciso respeitar a formação leitora de cada pessoa. E se os filmes de Tim Burton podem ser menos fortes e impactantes, o convidativo livro do cineasta nos propõem um pensar bastante seguro sobre as possíveis formas de condução de uma leitura. 

í.ta**

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ler ouvindo


música: cordialação.
autoria: carlos cidade (quinta faixa do cd "unu", o segundo já lançado pelo cidade)
voz: elenice tomio.

alberto Manguel, em "uma história da leitura", faz, para mim, a melhor apresentação sobre o quanto a leitura existe para além do texto escrito. são exemplos que não deixam dúvida. e a eles eu acrescento: o ítalo ouvindo sua noiva nice cantando :)

"Os leitores de livros, uma família em que eu estava entrando sem saber (...), ampliam ou concentram uma função comum a todos nós. Ler as letras de uma página é apenas um de seus muitos disfarces. O astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a protegê-la das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores; o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na água; o agricultor lendo o tempo no céu – todos eles compartilham com os leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. (...)
Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial" (MANGUEL 1997, pp. 19-20).

í.ta**

sábado, 9 de outubro de 2010

Dois pra lá, dois pra cá: os romances de Chico

É assim que eu, enquanto leitor, classificaria os quatro romances escritos pelo compositor e escritor Chico Buarque, o ícone da Música Popular Brasileira, que há muito tempo apresenta uma ligação muito grande com a literatura, variando por gêneros como peças teatrias, novelas e romances.

A escrita de Chico apresenta uma crescente. O que é muito bom sinal. Não tenho leitura das peças “Roda viva” (1968), “Calabar” (1973), “Gota d’água” (1975) e “Ópera do malandro” (1979), nem da novela “Fazenda modelo” (1974), o que me permite fazer a afirmação acima com base apenas em seus quatro romances, escritos entre 1991 e 2009: “Estorvo” (1991), “Benjamim” (1995), “Budapeste” (2003) e “Leite derramado” (2009), todos lançados pela Companhia das Letras.

Fiz leitura iniciais aleatórias destes quatros. Há uns cinco anos, li primeiro “Budapeste”, e depois parti para “Estorvo”. E fiquei por ali. Recordo-me de ter gostado do primeiro – apesar de ter encontrado algumas dificuldades na leitura, como de manter a atenção à narrativa, um tanto quanto solta (ou somente era um alto grau meu de disperssão) – e de não ter gostado do segundo, um emaranhado narrativo de frases e parágrafos longos, de mistura de personagens e de ações, uma tentativa de catarse literária que, à minha prática leitora, ficou mal construída, uma vez que não cumpriu com a premissa básica de firmar o leitor na narrativa e de conduzi-lo por ela.


E agora do lançamento do quarto romance do autor, resolvi, antes de encarar “Leite derramado”, retomar as duas leituras feitas há mais tempo, e de fazê-las em ordem de publicação. Sendo assim, portanto, retomei “Estorvo”, mas desta vez progredi junto a mim mesmo. Ao invés de ir até o final mesmo o achando ruim, parei um pouco antes da metade, pois se até ali, pela segunda vez, o romance não havia me fisgado como leitor, não me daria ao trabalho de ir até o final para fazer a mesma leitura anterior. “Estorvo” é a história, escrita em primeira pessoa, de um personagem que não sai do lugar. Que sonha com muito, e vive com pouco. Que se apresenta todo desajustado no que diz respeito às regras sociais: não se adequa a nenhum emprego, aceita ser sustentado pela mulher e pela irmã, é incapaz de administrar os bens da família após a morte do pai, não valoriza bens materiais (perde muitos deles) e não reage a nada disso. Um personagem atônito. Alheio. Levado pela ação. A história de “Estorvo” direciona para um mundo impedido, quase que inalcançável para o personagem que não consegue superar o passado, onde não há esboço de resistência nenhuma. O personagem não se leva a nada. É levado. E se deixa. E a narrativa, idem. Ela busca se apresentar da forma como apresenta o personagem. Ideia boa, muito, muito bem feita pelo próprio Chico em “Leite derramado” (já vou chegar lá), mas não neste primeiro livro.


E não também em “Benjamim”. Outro personagem andando torto por aí. Um ex-modelo fotográfico que, como uma câmara invisível, vê o mundo desfilar diante de seus olhos sob uma atmosfera opressiva. Sem conseguir, com isso, distinguir o que vê fora de si do seu passado, e de si mesmo. Assim segue Benjamim, cruzando com uma série de personagens nada seguros de si, iguais a ele. Nenhum problema até aí, desde que fosse bem escrita esta narração. O que, em minhas leituras, não é. Parece-me uma narrativa tão atordoada quanto à de “Estorvo”. Uma narrativa que busca seguir o que ela mesma apresenta. Mas que derrapa nesta busca. O clima opressivo é resultado  do próprio estilo de narrar. Mas esta narração não se sustenta para o leitor. É um vai e vem que, por mais atento que esteja este leitor, ele se perde. Ou, se consegue acompanhá-la (a narrativa), ela pouco lhe significa. Foi assim que me senti lendo – ou tentando ler – “Benjamim”. E não, não fui até o final. O livro que me desculpe por este julgamento precipitado. Tenho o direito de seguir ou não com a leitura. Como leitor, o livro é meu, e com ele faço o que quiser, e se em metade das páginas ele não me fisgou em nada – nem na trama, nem na narrativa – é meu direito colocá-lo de lado e pré-julgá-lo como fraco nesse sentido. Pennac me alivia ainda mais quando me recordo dos terceiro direito do leitor, proposto por ele: “O direito de não terminar um livro”.


Depois dessas duas leituras que pouco ou nada cativaram, parti para “Budapeste”, com a esperança de abraçar ainda mais a história, de me sentir tocado pela narrativa ainda mais do que na primeira leitura feita anos anteriores. E assim aconteceu. Consegui “grudar” nesta narrativa escrita por José Costa (que muito bem poderia ser Chico, dado os elementos de metaliteratura presentes na trama). Costa é aquilo que conhecemos por ghost-writer. O cara que escreve textos para outros assinarem como se fossem seus. E Costa escrevia mais do que somente textos como artigos para jornais e revistas. Ele escrevia livros. Romances pelos quais outros autores recebiam a devida fama. E de repente o leitor acompanha José Costa por Budapeste. Um erro de escala e ele para por lá. E sem tesão pela vida profissional e pessoal que leva, transita entre o Rio de Janeiro e Budapeste. Mantém o casamento no Rio, com Vanda – mas um casamento em que o melhor para os dois é a distância que mantém um do outro – e passa a viver nova vida com Kriska, em Budapeste.

A linha narrativa de “Budapeste” é bem construída. É o famoso lá e cá. O livro é dividido em seis ou sete capítulos. Que servem apenas para jogar o leitor ora para o Rio de Janeiro, ora para Budapeste. Fica mais fácil de acompanhar a narrativa. Ou menos difícil. Porque, de fato, é preciso muita atenção do leitor em cada linha. Para não perder o cuidado que é preciso se ter com uma língua desconhecida. Com uma língua que está sendo aprendida: “(...) à palavra partida ao meio como fruta que eu pudesse espiar por dentro”. Ainda mais sendo o húngaro, a única língua que o diabo respeita, segundo diz o livro. Também para não perder trechos que muito podem significar, como este: “Quando se abriu um buraco nas nuvens, me pareceu que sobrevoávamos Budapeste, cortada por um rio. O Danúbio, pensei, era o Danúbio mas não era azul, era amarelo, a cidade toda era amarela, os telhados, o asfalto, os parques, engraçado isso, uma cidade amarela, eu pensava que Budapeste fosse cinzenta, mas Budapeste era amarela”.


E, por fim, após este suspiro com “Budapeste”, este alívio de leitura “Buarquiana”, encantei-me com “Leite derramado”, com a história de Eulálio e toda sua saga familiar (que tem início na corte portuguesa, atravessa os períodos do Império e da República Velha, e desemboca nos dias de hoje). Eulário Montenegro d'Assumpção, nascido em 16 de junho de 1907, um idoso centenário agonizando no leito de um hospital, que, quase num monólogo, discorre sua vida – ou fragmentos dela que a memória lhe permite – à filha que o acompanha no leito e às enfermeiras que dele tratam, contando tudo de modo muito confuso e algo delirante, talvez como fora mesmo sua vida. A narração de Eulálio, e de sua vida, perpassa como cenário de fundo a decadência de determinada elite brasileira.

O que mais me encantou neste mais recente romance de Chico foi justamente o que mais me desagradou nos dois primeiros. A narrativa. A forma como a história é narrada ao leitor. O domínio de narração que o leitor encontra ao acompanhar tudo o que vai contando Eulálio mostra o avanço e o amadurecimento de Chico enquanto escritor, uma vez que, se em “Estorvo” e em “Benjamim” se encontra uma narrativa que não prende – que inclusive atrapalha o leitor – em “Budapeste” e principalmente em “Leite derramado” é possível se deparar com um domínio narrativo que leva o leitor a grudar nas páginas, a correr toda a história e a quase não senti-la passando. Não há o peso dos dois primeiros romances. Pelo contrário. Há um texto que abraça o leitor e que o embala. Fica a sensação de vivenciar a narrativa de dentro mesmo. Um convite a continuar a leitura, como neste trecho no começo do romance: “Se você chamar um táxi, posso lhe mostrar a fazenda, a capela e o mausoléu”.

Este “você” é o leitor? Não sei. Não sabemos. Cada um lê da sua forma. Eu li como sendo uma frase dirigida a mim mesmo, ao leitor que começa a acompanhar a trajetória de Eulálio. O leitor para quem o velho narra sua história. Sim, ele narra para a filha e as enfermeiras, que se revezam, mas ele sabe que está narrando é para o leitor, para o seu leitor, para aquele que buscará conhecer sobre o que ele tanto faz questão de contar. O leitor que mais para o final do romance ainda recebe o aviso: “Mas você perdeu lances fundamentais da minha vida. Do jeito que anda relapsa, quando você compilar minhas memórias vai ficar tudo desalinhavado, sem pé nem cabeça”.

A escrita de Chico Buarque neste último romance sugere esta aproximação com o leitor. Aproximação que, parece-me, vem sendo buscada por ele desde o início de seus escritos de romances publicados. E que estas leituras em sequência dos quatros livros apresentam um avanço nessa caminhada. Um cuidado pouco visto nos textos literários, de pensar o leitor durante o processo de escrita. Quem é o leitor que lê este meu texto? Que texto se tornará este texto que agora é meu? Chico talvez imagine o que seu texto se tornará. Mas só. Ele não é mais dono a partir do momento em que eu passo a ler este texto. Então, com a devida licença, rascunho estas minhas leituras.

í.ta** 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

eleição

minha ligação com a política é tanta,
mas tanta,

que minha colinha pra votação foi esta.
(levando em conta só o que li este ano,
porque dar conta dos últimos quatro 
anos é demais. 
e, sim, eu misturo línguas e cargos e afins. 
tô nem aí :))

presidente: mia couto (vice-presidente: cormac mccarthy. ministro no exterior: charles zimmermann) 
candidato da oposição: lobo antunes
governador de sc: cristovão tezza (vice: rubens da cunha)
senador: gonçalo m. tavares
senador: manoel de barros
deputado federal: ítalo calvino
deputado estadual: carlos henrique schroeder
ministro do supremo: joão gilberto noll

p.s.:saramago é deus, por isso não concorre.

e a listinha de vocês,
qualé?

í.ta**

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

começos

começar a ler um romance é algo que me encanta. mais do que isso, encanta-me o fato de começá-lo e de, sempre ao terminá-lo, voltar ao seu começo. pois um começo nunca é o mesmo quando lido pela segunda vez. parece que a história se fecha com mais precisão ao leitor. 

já postei aqui algo sobre começos de livro. 

e volto a fazer isso.

o começo de "o último voo do flamingo" é um dos melhores que eu li esse ano. um dos que mais marcou. e quando eu digo que marca é porque a primeira reação, ao ler, é aquela: puta que o pariu, que começo! e daí você lê o começo várias vezes, e só depois segue o romance.

"Nu e cru, eis o facto: apareceu um pénis decepado, em plena Estrada Nacional, à entrada da vila de Tizangara. Era um sexo avulso e avultado. Os habitantes relampejaram-se em face do achado. Vieram todos, de todo lado. Uma roda de gente se engordou em redor da coisa. Também eu me cheguei, parada nas fileiras mais traseiras, mais posto que exposto. Avisado estou: atrás é onde melhor se vê e menos se é visto. Certo é o ditado: se a agulha cai no poço muitos espreitam, mas poucos descem a buscá-la". 

í.ta**