quarta-feira, 18 de agosto de 2010

narrativa dois: sem título

ele é ingênuo ele vai assim dançando por aí cantalorando dois pra lá dois pra cá e não percebe o que vão fazendo dele e então não sabe por que se sente tão pesado e tão cansado vezemquando que é por acreditar tanto assim nos outros que é por querer fazer o bem tanto assim aos outros aí ele vai acumulando histórias acumulando não ele vai carregando histórias vai ficando assim pesado turvo cansado sombrio cabisbaixo tudo culpa deles que entregam vidas como quem troca de chinelo tudo culpa da chuva e de deus porque deus sempre é culpado pr’ele e ele deixa deixa mesmo afinal ele é ingênuo demais para perceber essa exploração toda essa maldade toda que ainda o acusam de fazer ‘inda mais que ele não faz por maldade sabiam na verdade ele não tem consciência de nada do que faz ele é um ser inanimado fazem por ele inclusive um texto e ele deixa e ainda acha o máximo

í.ta**

5 comentários:

Aninha Kita disse...

Pra quem não sabe dançar esta foi uma dança tamanha (esse adjetivo lembrou Caetano), hein, Ítalo?
Parabéns! Mais um ótimo conto curtin... Cheio de ritmo e movimento. Com diversas interpretações.

Abraços!
Ana

Roberta Ávila disse...

título: deus? hahaha e eu dando palpite já... =P

Lara Amaral disse...

Eu engulo cada história que leio... Mas digiro bem, aproveito bem cada exclamação.

Beijinho, querido.

Anônimo disse...

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Moni. disse...

Ufa!

Dessa vez foste carrasco!
Adios, generosidade!
rs

É o poder de quem escreve. Empunha muito bem, tal cetro!

Beijo, beijo!