quinta-feira, 8 de abril de 2010

misturando. e marcando. e rabiscando.

um escrito bagunçado, já aviso. 
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estou cá no apê da regininha. hoje teve lançamento do novo livro do gabriel gómez, "cerimônias do silêncio", na livraria "livros e livros", no centro da capital do estado.
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como toda quinta-feira estou cá em floripa, na ufsc, fazendo uma disciplina do mestrado como aluno especial, resolvi ficar por aqui, para prestigiar o gabriel, revê-lo, dar um abraço nele, parabenizá-lo por mais um "rebento". aí, gentilmente, regininha acolheu-me. volto amanhã pela manhã com joão chiodini e carlos "xireda" pra xarraguá.
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depois do lançamento, e de algumas biritas no bar, voltamos, eu e rê, pra cá, pro devido sono. ela já se foi. eu cá fiquei na net, nos blogs, nos sites de informação. vício. ah, e nos e-mails, claro. 
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pois foi lendo os e-mails e fuçando os blogs que vi comentário da moni no post anterior que fiz, sobre os livros do mindlin e do castro. e amei um trechinho do comentário da moni, em especial. este aqui, ó: "É a maravilha dos livros. Eu também os adoro, suas histórias e eles próprios. os meus são todos marcados com lápis de cor, porque eu sempre retorno. Tem quem diga que isso é um crime, mas acho que é o mínimo que posso fazer. De tanto que eles deixam em mim, eu tinha que deixar algo meu neles. Vou doá-los, um dia, quando não puder mais lê-los...rs".
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encantei-me com tal comentário. porque sou tão rabiscador de livros quanto ela. e sou tão relax para isso quanto ela. e brigo tanto com quem defende que em livros não se pode escrever, quanto ela (quer dizer, não sei se ela briga, mas sou ranzinza com isto, sim). 
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aí, pra misturar bem as coisas, recordo-me do gabriel, e dos tantos e tantos livros autografados que ele tem. e do quanto ele valoriza isso (e eu também, muito). o rabisco do autor no livro do leitor. e é um rabisco, como o rabisco do leitor no próprio livro. essa conversa que por meio de uma nova escrita o leitor estabelece com o livro. e até com um futuro leitor daquele livro. um redemoinho no qual nos deparamos com a ausência de autoridade já. no qual todos nos tornamos autores e leitores. e por aí que as práticas de leituras podem caminhar. 
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e por aí que ficam registradas essas misturas de comentários, dizeres, escritos e leituras.
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í.ta**

7 comentários:

sidnei olívio disse...

Olá, meu caro. Obrigado pelas visitas e comentários. Boas escritas for you e grande abraço.

Regina Carvalho disse...

Também rabisco em livros, como se batesse papo com amigos - o que eles são...Amigos não podem ser sacralizados, né não? bj

Território Nenhum disse...

Ítalo era eu sim! rsrs. Na verdade estava indo pra UDESC mas acabei passando na livraria da UFSC e acabei almoçando por lá. Quando aparecer por Joinville manda um recado aí pra tomarmos uma cerva e trocarmos umas idéias.

abs

Léo Santos disse...

Ler é bom demais! Quem dera todos fossem apaixonados pelas letras e pelas páginas como nós! Continue lendo e escrevendo!

Um abraço!

Simplesmente Outono disse...

Não foi mais me visitar.
Senti e sinto falta da tua presença por lá.
Espero que esteja tudo bem.

enzo potter quaker disse...

texto lindo, italo!

bom, se é para rabiscar, eu faço uma plantação! no meu Cem Anos de Solidão existe sublinhados a caneta vermelha para descrições físicas, azul psíquicas, preto descrições da casa, roxo descrições da cidade, e verde as pontes (tipo, "na pag 165 ele volta a falar desse assunto"). ajuda nas releituras.

e no livro do Osho é mais anotação de pontes, porque toda a filosofia do Osho se baseia na contradição. se ele diz numa página: "agradeça por tudo, sempre", na outra ele afirma: "jamais agradeça gratuitamente alguma coisa" kkkk AMO!

abraço!

Nydia Bonetti disse...

Não tenho este hábito, Ítalo, mas herdei muitos e muitos livros riscados e rabiscados, de uma tia leitora e riscadora voráz. E doadora de livros também, o que eu acho fantástico. Com certeza ela sinalizou pontos importantes pra mim na vida e na literatura. Abraço, boa semana.