terça-feira, 17 de novembro de 2009

pedindo licença: ana beatriz barbosa

costumo escrever aqui sobre livros que leio. livros literários, quase sempre. ou sempre. mas agora eu faço um post com algumas linhas sobre dois livros não-literários dos quais gosto muito. um que li já se vão dois anos, e outro que li semana passada.
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refiro-me a dois livros da ana beatriz barbosa silva. muito provável que quem esteja lendo isto já tenho ouvido falar desta psiquiatra-escritora, ou do seu último livro, o “mentes perigosas: o psicopata mora ao lado”, livro lançado no ano passado.
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a ana beatriz barbosa silva é, então, autora dos livros “mentes inquietas: entendendo melhor o mundo das pessoas distraídas, impulsivas e hiperativas” e “mentes perigosas”. dois livros muitíssimo bem escritos, em que o leitor é conduzido por uma escrita que flui sem dificuldades, mas que nem por isso se torna uma leitura boba ou desinteressante.
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pelo contrário. os dois livros abordam temáticas interessantíssimas sobre a nossa condição humana, sobre a nossa individualidade e principalmente sobre o conviver em sociedade.
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“mentes inquietas” aborda a questão do dda, o distúrbio do déficit de atenção, que muitas pessoas têm mas nem sonham. são características, por exemplo, de uma pessoa com dda, distração, esquecimento, desorganização, agitação e impulsividade. mas também, criativas, inovadoras e ousadas. neste livro, a autora ana beatriz desmistifica a crença errônea de que pessoas com dda sejam mental e socialmente incapazes de algo. pelo contrário, ela deixa claro que pessoas assim apresentam características comportamentais marcantes, e que são dotadas de uma capacidade incrível.
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já “mentes perigosas” apresenta um assunto um pouco mais preocupante: a psicopatia. também escrito como se fosse uma conversa numa sala de estar, o livro aborda com profundidade e com exemplos marcantes as características de uma pessoa psicopata, que está longe de ser aquela pessoa violenta com aparência de assassina, quando sim são indivíduos encontrados em todos os segmentos sociais, que possuem uma capacidade incrível de se disfarçar e se camuflar, aparentando ser o que não são: “Neste livro você vai saber um pouco mais sobre esse intrigante universo e aprender a reconhecer aqueles que vivem entre nós, se parecem fisicamente conosco, mas definitivamente não são como nós”.
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o que me levou a ler “mentes inquietas” foi uma disciplina da pós em psicopedagogia. e um trabalho que eu fiz para essa disciplina. gostei demais do livro, da escrita que seduz, da temática bem abordada. e foram essas características que me fizeram ler “mentes perigosas”, mesmo não sendo fã da temática abordada. são dois livros que conquistam o leitor pela maneira como são escritos.
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í.ta**

3 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Ítalo. Brilhante seu relato e concerteza estarão muito breve em minha biblioteca particular. Vou aproveitar as férias para absorver cada letra que esta escritora exprimi em vasto conhecimento.
Pouco passo por aqui, mas nas vezes que voejo ao teu espaço saio enriquecida.

Abraços e paz

Priscila Cáliga

Simplesmente Outono disse...

É fato de que não há nada de bom para ser lembrado e/ou guardado no que foi supostamente vivido em sua plenitude.
Todavia, fica arduamente estabelecido que:
Esta briga do esquecer completamente não cessa nunca.
Este incômodo nato e cansativo é tão inquietante quanto à peleja.
É notório o quão foi efêmera esta cumplicidade.
Quanto ao título? Certamente uma totalidade que nunca existiu.


Moral dessa história: É um não querer lembrar sabendo quase que aos gritos que jamais será esquecido.
Texto que acabo de postar em minha estação.
Te vejo por lá.
Com carinho minhas folhas secas pra ti.

Camila F. disse...

"são características, por exemplo, de uma pessoa com dda, distração, esquecimento, desorganização, agitação e impulsividade."

Acho que eu sou dda..rs rs

Beijo!