sábado, 26 de setembro de 2009

rumor da casa, telma scherer

conheci a telma schrer uma vez. na verdade, não a conheci. assisti a uma fala dela. uma fala maravilhosa, sobre poesia.
à época, não fui atrás do primeiro livro dela, não.
sabia agora do “rumor da casa” (2008), mas também não havia ido atrás.
leio-a em seu blog, isso sim.
e eis que hoje me deparei com dois exemplares desse "rumor" na biblio do sesc.
____coisa mais linda o livro. e os poemas, de uma fineza. certeiros.
depois escolho um pra colocar aqui.
fica, por ora, o texto da orelha do livro, que já é convidativo pra dedéu.
_________“Toda casa guarda seus mistérios. Nas paredes, nos tetos, nas frestas das madeiras. Há rumores escondidos em todos os cantos. 'Rumor da casa', segundo volume de poemas da gaúcha Telma Scherer, vem à tona seis anos após a estréia, com Desconjunto. Surge no contexto de um projeto que inclui performances e oficinas literárias. Cada verso foi experimentado no contato com o público. O conjunto passou, portanto, por um laboratório com a fala do outro. Na sala, uma mulher faz crochê. Essa vó Elza talvez seja mais casa do que mulher, dialogando com o poema de João Cabral que serve de epígrafe. É a figura que entrelaça todos os fios.
O livro inicia com a palavra ‘silêncio’ e conclui na palavra ‘som’. Há um trajeto em que se desnudam os cômodos interiores, evocando memórias e vozes silenciadas. Ouvem-se ressonâncias das vozes de Ana C., Sylvia Plath, Adélia Prado.
A casa é ainda o espaço onde se revela o próprio processo de escrita. Então que o crochê da vó Elza funciona como imagem possível do fazer literário. Enquanto ela tece as linhas, Telma tece a linguagem. É pelo lado de dentro que se pode conhecer o 'Rumor da casa'”.
________í.ta**

2 comentários:

Sapinha Ilhoa disse...

Me interessei pela Telma, que não conheço.
Mas conheço o único leitor de orelhas do mundo, hehehe...
beijinho.

Telma Scherer disse...

Muito obrigada! É tão bom saber que os livros doados chegaram às mãos dos leitores. Bons rumores.