quarta-feira, 16 de setembro de 2009

disseminar a prática da leitura

artigo publicado por mim, hoje, no jornal "hoje",
que circula em jaraguá e região.
o título do post é o título do artigo.
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Por gostar tanto de ler, envolvo-me com alguns projetos relacionados à prática da leitura, à sua possível disseminação, ao estudo do que as pessoas costumam ler, dos motivos que as levam a buscar determinadas leituras, da frequência com que há o contato com algum material de leitura. E faço esse movimento com o objetivo, mesmo, de propor algumas reflexões acerca desse ato tão comentado, dito tão importante para as pessoas, mas tão pouco praticado e demonstrado.
O Carlos Henrique Schroeder, escritor e editor aqui de Jaraguá do Sul, nas oficinas e cursos de formação de escritores, sempre bate na tecla de que as pessoas devem criar cenas de leitura: andar com os livros que andam lendo, com as revistas e os jornais que tanto folheiam, à mostra. Escancará-los mesmo. Mostrar-se através do que se está lendo. E eu concordo com ele. Para que a prática da leitura se dissemine é preciso colocarmos a cara a tapa, fazer circular obras e materiais de leitura, chamar a atenção dos demais para isso.
Escrevi nesse espaço, no artigo anterior, que a leitura deve se tornar uma prática consciente realizada pelo sujeito, e não um hábito, e não algo mecanizado. E, para que isso aconteça, são necessárias as tais cenas de leitura ditas pelo Carlos. E é aí que retomo a ideia de grupos de leitura, a realização de círculos de leitura. Por exemplo: como sou bolsista-pesquisador pela Univille, onde estudo Letras, desenvolvo uma atual pesquisa em que minha proposta é a de realizar Círculos de leitura com alunos do Ensino Médio de algumas escolas, com o objetivo principal de disseminar essa prática do ato de ler, de tornar a leitura algo mais presente no dia-a-dia das pessoas, sejam alunos, sejam professores, sejam trabalhadores que forem.
Creio ser necessária essa disseminação da prática da leitura, esse pensá-la para além do livro, para além daquela situação de isolamento. A leitura é conversa, é interação, entre leitor e texto, entre leitor e leitores.

* Professor de Literatura e Estagiário de biblioteca.

4 comentários:

Eduardo Silveira disse...

li o artigo e me lembrei que dia desses comentei a respeito de mina vontade de trocar figurinhas (mais receber do que dar, hahha) sobre esse teu projeto das rodas de leitura. Mas esqueci!

A hora que eu te ver no corredores da Univille, vou te interrogar! ;)
(agora eu lembro)

Abraço

Eduardo Silveira disse...

li o artigo e me lembrei que dia desses comentei a respeito de minha vontade de trocar figurinhas (mais receber do que dar, hahha) sobre esse teu projeto das rodas de leitura. Mas esqueci!

A hora que eu te ver no corredores da Univille, vou te interrogar! ;)
(agora eu lembro)

Abraço

Guif disse...

É interessante o ponto de vista de por a cara a Tapa. O problema é faze-lo. Conheço gente que já me pré-julgou pelo livro que estava lendo, ou simplesmente riram (não de modo exagerado) por dizer que gosto de ganhar livros de presentes, ler, coisa e tal. E esse momento não se torna muito agradável. É claro que quando uma questão de prova por exemplo, é de interpretação, quem ri da cara deles sou eu, pensando o quanto estão quebrando a cabeça pra chegar em uma resposta. ;D Meio maléfico, mas é verdade.

Rubens da Cunha disse...

muito bons esses teus artigos...
gosto desse encaminhamento que vc tá dando a escrita, essa coisa ensaísitica...
abraços