sábado, 25 de julho de 2009

sobre campinas

cheguei hoje de madrugada de campinas.
estivemos lá (eu, prof. taiza, prof. rosana, e leila) desde segunda, 20, participando do 17. congresso de leitura, o cole, que é, por sinal, o maior congresso de leitura do país.
eu, taiza e rosana apresentamos pesquisas nossas, ou recortes delas. leila foi de "penetra",
mas também aproveitou muito.
à medida do (im)possível escreverei aqui sobre os dias de congresso.
neste momento ficam algumas palavras sobre a cidade de campinas.
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ficamos em um hotel pertíssimo da rodoviária. por sinal, uma rodoviária nova, muito, muito bonita. mas a cidade em si, ao contrário da rodoviária, é terrivelmente feia. suja ao extremo. não teve uma rua pela qual passamos que não estava repleta de sujeiras ou com os prédios e construções pixados. sem contar os chamados moradores de rua, vestidos em trapos medonhos, com expressões medonhas, marginalizados completamente. em baixo do hotel em que ficamos, por exemplo, nas duas esquinas eram dois bares, dos mais ralés possíveis, nos quais, durante vinte e quatro horas ininterruptas, havia desses maltrapilhos fazendo suas devidas badernas. dormir foi um grande de um problema. a mim nem tanto, devido ao sono de pedra que tenho. tudo o que é grande demais torna-se, por consequência, difícil demais de se controlar. foi a impressão-de-morador-de-cidade-não-tão-grande com a qual fiquei.
em todos os dias em que circulamos pela cidade (trajeto de sempre: hotel para unicamp, unicamp para hotel) eu cantava, ora baixinho, ora apenas em pensamento, alguns versos da música "milagres, miséria", da adriana calcanhotto: "Miséria é miséria em qualquer canto/Riquezas são diferentes/Índio mulato preto branco/Miséria é miséria em qualquer canto/Todos sabem usar os dentes/Riquezas são diferentes/Ninguém sabe falar esperanto/Miséria é miséria em qualquer canto/Riquezas são diferentes/Miséria é miséria em qualquer canto/A morte não causa mais espanto/O sol não causa mais espanto/Miséria é miséria em qualquer canto/Riquezas são diferentes/Cores raças castas crenças/Riquezas são diferentes".
e, ao contrário da cidade em si, a impressão que eu trouxe das pessoas que moram em campinas foi a melhor possível! comentávamos entre nós, todos os dias, a gentileza com que as pessoas nos atendiam e conversavam conosco. a começar no hotel, pelos atendentes de lá, que logo cedo nos recebiam com entusiasmados "bom dia" e atendiam a nossos singelos pedidos de quarto e alimentação. e, não diferente, nos ônibus, durante o longo trajeto de quase uma hora até a unicamp (e de quase uma hora, obviamente, de volta ao hotel), tivemos o prazer de conversar com cobradores (as) superatenciosos (as), que não só nos davam as indicações que pedíamos, como puxavam conversa, perguntando-nos de onde vínhamos, como era onde morávamos, por que razão estávamos na cidade, onde estávamos, dentre diversos outros assuntos. e assim também foi com os três taxistas nas únicas três oportunidades em que nos demos ao luxo de nos locomovermos de táxi por aquela enorme cidade com seu mais de milhão e meio de habitantes.
segundo essas pessoas simpáticas nos disseram, quando faz frio, faz frio pra valer por lá. e sentimos isso na pele na segunda e na sexta. parece-me, também, que campinas não é uma cidade em que chove muito, é mais seca, mas não deixamos de pegar um dia inteiro de chuva, no caso, o último dia de congresso, a sexta-feira, em que aproveitamos a tarde livre para bater perna pelo maior shopping da américa latina, o dom pedro, localizado mais ou menos próximo à unicamp (não tão próximo, porque nada pode ser próximo daquela instituição gigante!).
volto de lá "abestalhado" com o tamanho da cidade (e sua consequente sujeira) e da unicamp, em especial. encantado com as pessoas de lá com quem tivemos o prazer de conversar. com o sonho de um dia poder estudar lá. com o objetivo de participar de outros congressos por lá. e com o desejo ainda maior de não ter trazido de lá a gripe famosa (!!!).
í.ta**

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