segunda-feira, 27 de julho de 2009

chegando

a viagem a campinas foi super tranquila. li um romance, “a maldição do macho”, do nelson de oliveira, e no restante do tempo dormi. cheguei à cidade às 6h30, e comecei a me perder. perder-me foi uma característica minha durante os cinco dias de congresso. ainda bem que eu tinha pessoas (rosana, taiza e leila) com um gps muitíssimo bom para aquela imensão da unicamp. andei feito barata tonta na rodoviária de campinas. prof. rosana havia me dito que era facinho chegar ao hotel, bastava dobrar uma direita (ou esquerda?) e já se estava lá. o que ela não sabia, nem tinha como e por que saber, era que a rodoviária era nova, novíssima. perto da antiga, é verdade, mas um pouquinho mais distante do hotel onde ficaríamos. sendo assim, após sair e entrar duas, três vezes da rodoviária, resolvi pegar um táxi. a contragosto o taxista me levou ao hotel, de fato, duas ruas abaixo. (!)
a ida ao primeiro dia de congresso não foi de busão para mim e para a prof. taiza. foi de carona com uma ex-aluna dela, a elen, e o marido da elen, muito gentis e simpáticos conosco. sobrou para a prof. rosana e para a leila irem de busão. numa boa.
ao chegar à unicamp, óbvio, fiquei embasbacado com o tamanho daquilo tudo! porém, não fosse pelo sentimento de “primeira vez lá”, a manhã teria sido muito monótona, pois as aberturas de congressos costumam ser assim mesmo, um monte de gente falando um monte de sei-lá-o-que-sem-muita-importância. o legal foi a bandinha da foto, animando o pessoal ao final das falas-sem-sentido.
almoçamos num lugar super próximo ao ginásio-onde-tudo-acontecia. lugar em que almoçaríamos nos outros dias também. e a tarde e a noite não foram muito diferentes da manhã, não. até teve uma conferência no começo da tarde, com o adalberto müller, da uff, que falou sobre um monte de coisa ao mesmo tempo, mas basicamente sobre o tema principal do cole, o transver o mundo, dito pelo manoel de barros. e o adalberto, a meu ver, apresentou algumas práticas de leitura muito interessantes, e chegou ao final da fala propondo um pensar sobre o limiar entre ficção e realidade na literatura. resumindo, adorei! entusiasmado, fui lá pedir-lhe um autógrafo.
depois da fala do adalberto chegou o momento das homenagens a algumas "personalidades das letras e das palavras". uma ideia super bacana, mas tãããooo looonga! o resultado, claro, para mim, passada toda a euforia inicial, só poderia ser este da foto, captado pela leila sem minha permissão (eu faria o mesmo que ela, afinal, desde quando alguém dormindo tem voz para algo?).
aproveitamos alguns instantes de máxima monotonia, ou de intervalos entre os discursos, para vislumbrarmos livros nos estandes presentes no congresso. muitos livros possíveis de serem encontrados em dez em cada dez livrarias, é verdade, mas também nos deparamos com algumas raridades de bom tom, que muito nos interessaram. e, numa dessas idas e vindas pelos estandes, deparei-me com o escritor bartolomeu campos de queiroz. como para esses momentos não sou nenhum pouco tímido, aproximei-me dele, apresentei-me, e pedi-lhe um autógrafo e uma foto. dito e feito.
depois, o bartolomeu estava na mesa dos homenageados do cole. ele, mais o affonso romano de sant’anna, e outros dois homenageados in memoriam, o elias josé e o haquira osakabe. as homenagens duraram um bocado! mais uma vez um monte de gente falando um monte de coisa sem serventia. tudo poderia ter sido mais condensado, e, assim, melhor aproveitado (a prof. taiza bem comentou que, ao invés daquela enrolação toda no período da manhã, por exemplo, seria muito mais proveitoso uma palestra bem feita por algum escritor ou pesquisador, ou quem quer que fosse, sobre algum tema relacionado ao congresso). voltando às homenagens, assim que elas finalmente acabaram, eu, leila e taiza fomos em direção ao affonso romano de sant’anna. a prof. taiza por já conhecê-lo, para lhe dar um abraço. eu e leila para conhecê-lo, e tietar com pedidos de autógrafos e fotos.
por fim, fechando o primeiro dia de congresso, assistimos à fala do francês jean hébrard. falou um português audível, foi bom. já não me lembro com detalhes sobre o que falou, mas algo relacionado à leitura e à história, temas recorrente de suas pesquisas e escritos. e, claro, relacionando ao tema-mor do congresso, o verso do manoel de barros, “é preciso transver o mundo”. também apresentou muitas cenas de leitura, de difernetes maneiras de sermos leitor. eu adorei, pois isto é algo recorente em minhas pesquisa! :)
voltamos ao hotel de busão. já era noite e sentimos um frio enorme! como ventava! e geladíssimo ainda por cima! mas, sobrevivemos, claro! chegamos ao hotel e recorremos a duas deliciosas pizzas, comidas a mão mesmo, na falta de talheres e pratos (na verdade, não pedimos. quebramos a cara, pois um outro grupo de pessoas, que também voltara do cole um pouco mais tarde, para o mesmo hotel em que estávamos, também pediu pizza, e comeu, podemos dizer, de modo mais civilizado do que nós) ¬ ¬.

í.ta**

Um comentário:

Minha Outra Vida disse...

Bom...primeiramente quero dar os parabéns por cada palavra lançada em todas essas linhas pois vc é um conquistador Ita!
Muito bom ler aquilo que vc expressa e o que vc aprende.
Vc é um exemplo pra mim e é um comédia!

Abraço

Israel