quarta-feira, 29 de julho de 2009

até mais tarde

na quarta-feira, terceiro dia de congresso, assistimos a uma das melhores falas! a do ignácio de loyola brandão. um cara super bem-humorado, que, ao contrário de todos os outros que por lá estiveram palestrando, não se apoiou em nenhum texto previamente escrito. foi falando o que lhe vinha à mente, de modo muito muito dinâmico e sensível, interagindo com a plateia e tornado aquele primeiro horário da manhã leve e descontraído. o ginásio tava cheíssimo! ficamos longe uma barbaridade, na arquibancada mais superior que lá havia.
loyola relembrou inúmeras situações vividas por ele quando aluno. citou colegas e professoras, atividades e leituras, e foi discorrendo a respeito do ato de ensinar, da delicadeza contida nessa relação entre professor e aluno. também, como quem não quer nada, deixou sementinhas nas cabeças dos presentes quando falou do que é a literatura, do encantamento contido nos textos literários, da imaginação que não se pode, de maneira nenhuma, podar das crianças, e de como, para se escrever, é preciso prestar atenção nas pessoas com as quais convivemos; na vida que pulsa ao nosso redor. foi mesmo uma lavada na alma a fala dele. saímos do ginásio da unicamp levíssimos! até tentamos, eu e leila, autógrafo dele, mas a fila era grande por demais, e toda tumultuada. o máximo que conseguimos foi meter o carão ao lado dele, sem que ele prestasse atenção em nós, e sacarmos uma foto.
no restante da manhã, tentamos assistir à mesa redonda com a marisa lajolo e a regina zilbermann, mas fizeram num lugar pequeno demais para a importância destas duas autoras e estudiosas da leitura no país. quando lá chegamos, as pessoas transbordavam pela porta. sem brincadeira. era gente apinhada até onde mais não se podia. restou-nos, então, acompanhar outra mesa redonda, não menos importante, chamada “retratos da leitura no brasil”, em que um dos participantes, o galeno amorim, do mec, apresentou alguns dados bastante interessantes sobre as práticas de leitura de nós, brasileiros, que podem ser conferidos aqui.
durante a tarde, circulamos por novos espaços na unicamp. fomos, por exemplo, aos blocos do iel (instituto de estudos da linguagem), e ao bloco de economia. pra variar, um longíssimo do outro. e assistimos a algumas comunicações horrorosas, super mal apresentadas, das quais saímos nos perguntando o que aquelas pessoas faziam ali. é dose se perguntar isso, mas tem muita gente mal preparada apresentando pesquisas ainda mais mal elaboradas.
ainda, pra tornar mais inútil o dia (com exceção do período da manhã, vá lá), a conferência internacional da noite tava uma chatice! era um outro espanhol, mas terrivelmente difícil de se entender! ficamos quase uma hora boiando, à procura de um mínimo de entendimento do que o sujeito falava. desistimos. pelo nosso bem.
rosana e leila voltaram ao hotel, então, um pouco mais cedo. eu e taiza ainda ficamos na unicamp, no bloco da educação, para o encontro da roda de pesquisadores da alb, da qual a taiza faz parte. e, para nossa maior decepção, não teve encontro nenhum. quem rodou fomos nós! ninguém apareceu, e ficamos a ver navios. mais trinta minutos até um circular aparecer, e enfim rumamos para o hotel. com a boa lembrança somente do ignácio de loyola brandão. e com a expectativa de um melhor dia na quinta-feira.
í.ta**

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