terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O escrever 4


"Achava belo, a essa época, ouvir um poeta dizer que escrevia pela mesma razão por que uma árvore dá frutos. Só bem mais tarde viera a descobrir ser um embuste aquela afetação: que o homem, por força, distinguia-se das árvores, e tinha de saber a razão de seus frutos, cabendo-lhe escolher os que haveria de dar, além de investigar a quem se destinavam, nem sempre oferecendo-os maduros, e sim podres, e até envenenados".

(Osman Lins: Guerra sem testemunhas. In: Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu, p. 19, 2005. Ed. Agir).

paulada.
Í.ta**

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