quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Nostalgia (parte II) - poesia

Prisioneiro
penso e repenso,
sob medos-mudos
mundanos,
a veste preciosa
sólida e reluzente
– banhada a ouro e
sóis –
que receberá
a razão de minha angústia,
dor e desejo:
P – A – L – A – V – R – A:
Amante
de tragédias
e utopias,
de crepúsculos
e versos.

um cálice de
água salgada
a purificar
uma possível alma existente,
engasgada entre sonhos imagens e delírios.
a fazer respirar
órgãos corroídos
pelos ponteiros
de uma bússola
que insiste
em não parar,
revidar,
[girar-me, jogar-me, lavar-me, secar-me]

desgastado
pela dor e morte
de um coração
não recuperado,
regozijo entre os
labirintos de um par de olhos,
lábios e seios,
por onde a cruz
enraizou laços
desejos e passos,
à qual pregas
[amor paixão

felicidade palavra]

amarraram-me
e sobre mim
identificaram:
HUMANO INCOMPREENDIDO.

Assim fiz história.
Assim fizeram-me ser a história.
Assim alimentaram-me.
Assim definiram-me.
Assim ditaram minha história.
Assim criaram-me em estória:
palavras soltas em papéis preto e branco.
Í.ta**
(escrita já faz um longo tempo. recuperei-a entre outros escritos antigos)

5 comentários:

Suzana Mafra disse...

Oi, Ítalo

As férias se vão... os blogs ficam, encantando...

Lindo poema, tocou-me

Abraço!

osrevni disse...

Cara, boa pergunta. O fato é que vou pulando de site em site, de blog em blog, e numa dessas, vim parar aqui!

Abraço!

Enzo Potel disse...

"HUMANO INCOMPREENDIDO"

demaaaaaaaaais!

abraçon

Guilan disse...

muito chic, mas pergunto-lhe uma
coisa:


vc modificou algo nessa poesia, do original?

Guilan disse...

e, caramba, a Suzana Mafra aqui? Gosto muito de uma poesia sua!! Nunca mais me esquecerei dela!

"Manifesto - Eu sempre soube que haveria um limite para o racionalismo"

Passe no meu blog também, se quiser, dona Suzana, embora o lugar esteja um pouco empoeirado, (cof, cof)