quinta-feira, 23 de agosto de 2007

À noite

Outra noite em claro
Sob a lúgubre e misteriosa voz
de um nada.
A cantar pássaros e nuvens carregadas de ódio e solidão.
chuva fina a
acariciar-lhe os dedos
[solitáriA em seu íntimo desejo].

Gélido vento
a entrar pela soleira da porta.
reação instantânea com ela: escuridão sem fim.
Ao amor dera aDeus
A si própriO a sentença
À vida a indiferença
[muito prazer à febre doentia de tudo o que se é].

Queira-se que não seja
Ou se for que seja falsA:
arranhe-lhe o dedo
queime-lhe o coração
não O deixe encontrar a felicidade
no lindo sexo de uma fada
[magia colorida de um sonho eterno]

Ao pé, montanha de algodão.
Ele finge sorrir,
amarelado reflexo de um sol
enjoado;
mera reflexão de uma utopia amorosa.
Visualiza olhos olhares dentes sorrisos
[faces de deus em uma rosa transparente-espinhosa].

Í.ta**
(na talvez vã tentativa de bem escrever uma poesia)

3 comentários:

Guilan disse...

ao pé da montanha de algodão
ele finge sorrir, revelando uma grande casca de feijão

Guilan disse...

essa poesia me lembra uma oração chamada pai nosso.. tem um tom parecido.

Desilusão?

Rubens da Cunha disse...

quanta modéstia ;)) eu gostei bastante do teu poema.