quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

SER

Não me obrigo a ser
NINGUÉM
Além daquele que sou:
SER ilusório;
Visão precipitada: precipício
de uma própria vida.

Às vezes me entrego ao desejo
de ser corpo.
Às vezes refugio-me em meu
espírito
Sou a companhia
da alma que me grita.

Crio raízes em pântanos-terra
Na lama tomo meu banho
Entre espinhos me escondo
Sinto-me perdido em palavras traiçoeiras.

Cuspo versos que me clamam liberdade
Contradição:
São eles quem me sufocam
São eles quem me aliviam (mesmo que fugazmente).

Atropelo tempo, calendário e buracos-negros
Me engasga a solidão que me torna presa
- de minha própria MENTE
Nos escombros deparo-me com pedaços que são meus.

Í.ta**

(Nada te cura senão tu mesmo - Nietzsche).

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