ÀS VEZES encontro-me
desequilibrado.
ÀS VEZES é-me possível
trabalhar as idéias
e os sentimentos
ao mesmo tempo
em que trabalho
a caneta e o papel.
TUDO,
às vezes.
Í.ta **
Sábado, Setembro 16, 2006
Segunda-feira, Setembro 11, 2006
escrevo
arranha-meo olhar
de um cego,
com a precisão
de quem se esconde
em meu interior,
nele brincando
de cabra-cega,
abrindo buracos (vazios)
impedindo-me de preenchê-los:
SER frágil que SOU.
Meu desejo é expressar-me.
Ser um pseudo-verídico
Encontrar na contradição
um abrigo,
nas palavras uma fuga
ao mesmo tempo uma procura:
a explosão íntima de um SER
F-R-A-G-M-E-N-T-A-D-O.
Quero e não consigo.
O meio do qual me utilizo
é o mesmo que me trava
a porta da mente
e abre-me ao meu caos-interior,
elimina minhas forças
suga-me as energias
alimenta minha alma de uma esperança
que machuca:
eu a aceito e a provo.
Í.ta **
Segunda-feira, Setembro 04, 2006
Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana

"Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Sou metal, raio, relâmpago e trovão
Sou metal, eu sou o ouro em seu brazão
Sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar,
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
é a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será minha terra
Tem a lua, tem estrelas e sempre terá.
Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E que não existe mais
Olha o sopro do dragão.
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resitir -
Eu quero a espada em minhas mãos.
Sou metal, raio, relâmpago e trovão
Sou metal, eu sou o ouro em seu brazão
Sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar -
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
Tudo passa, tudo passará
Tudo passa, tudo passará
Tudo passa, tudo passará.
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos".
versos que me significam.
são neles que me encontro.
Í.ta **
Domingo, Setembro 03, 2006
tesoura
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