sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Todo o amor que houver nessa vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva.
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia.

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia.
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia.

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro, feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não.
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria.

(Cazuza/Frejat)

a C.L.

3 comentários:

anjo disse...

não pode haver tranquilidade no amor, não. tranquilidade não combina com medo, nem com dor. Amar é pisar em falso no terreno da vida.

Í.ta **

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Opa!
Passando...
Abraços do *CC*

ariadne disse...

Que delícia de blog!