sexta-feira, 28 de julho de 2006

Sonhos


durmo-escuro:
em minha alma
um cobertor
em meu corpo a cama dura
e insensível
sob a qual todas as noites me deito.

rasgo o papel,
acendo um fósforo
[coloco-os em contato]
Ainda o coração apertado
e o ar sufocante na garganta.
destruo palavras (sentimentos):
eternas responsáveis pela essência
prática de meu SER.

faço do fogo meu sangue
do PENSAR uma faca de dois gumes
do SENTIR a razão:
continuo arriscando viver
[...]

Í.ta **

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